Arte 2025
Todo ciclo começa na raiz. Em 2025, nosso projeto de exposição de arte se transformou em um convite para caminhar pela sabedoria africana e reconhecer a força iorubá que habita nossa história:
Circuito das Artes – Entre raízes, galhos e sementes: caminhos da ancestralidade iorubá
Mais do que uma mostra artística, este circuito representou uma travessia simbólica inspirada na cosmovisão iorubá, uma das matrizes mais profundas da presença africana no Brasil.
Guiados pela imagem sagrada do Iroko, a árvore que conecta o céu e a terra e representa o tempo e a ancestralidade, percorremos quatro espaços que revelam diferentes dimensões da nossa memória e do nosso futuro:
Ilê – onde tudo começa
O circuito tem início no chão.
“Ilê”, palavra iorubá para terra, casa e origem, nos lembra que tudo nasce da memória. A intervenção artística neste espaço propõe um reencontro com as raízes da história negra no Brasil, história muitas vezes marcada pela dor, mas também pela presença, pela resistência e pela construção coletiva de futuros.
Nesta praça, onde a igreja dos escravizados se erguia, a arte atua como ritual de reconexão. Aqui, escutamos a voz dos que vieram antes e reconhecemos o solo fértil que sustenta nossa caminhada.

Praça da Antiga Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
Iroko – sabedoria ancestral
Som Bar & Love Ubatuba - Centro, Ubatuba.
No coração do percurso, a exposição “Iroko” homenageia a árvore sagrada que, segundo a cosmologia iorubá, liga o céu à terra e representa o tempo em sua dimensão contínua.
Ela é testemunha silenciosa dos ciclos da vida, guardiã das memórias e portadora da sabedoria acumulada pelas gerações. Essa etapa do circuito celebra o conhecimento ancestral como guia e força vital, aquilo que resiste, ensina e transforma.
Èka – redes que florescem
Impact Hub Ubatuba - Itaguá, Ubatuba.
Dos troncos da ancestralidade brotam galhos que se estendem em múltiplas direções. “Èka”, palavra iorubá para ramo ou galho, simboliza expansão, movimento e conexão.
Este espaço dedicou-se ao encontro entre diferentes trajetórias, ideias e criações, onde a arte se fez rede, entrelaçando histórias e revelando caminhos possíveis. Aqui, o passado se transformou em presente vivo: saberes herdados se multiplicam, se reinventam e se abrem em novas possibilidades de ação coletiva. As redes que florescem nos lembram que ninguém caminha sozinho e que a potência está no que se constrói em conjunto.










